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sexta-feira, 17 de abril de 2026

VEREADOR EDUARDO MOURA CONFIRMA SUA PRÉ-CANDIDATURA COMO DEPUTADO FEDERAL

O vereador Eduardo Moura (Novo) confirmou, nesta sexta-feira (17), sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições de 2026. A decisão, segundo ele, foi construída em conjunto com o Partido Novo e tem como objetivo concentrar esforços no enfrentamento político ao atual grupo que governa o estado. O anúncio ocorreu após um treinamento do Partido Novo com pré-candidatos.

Segundo o parlamentar, a mudança de estratégia ocorre mesmo diante de desempenho considerado relevante em pesquisas espontâneas. “Mesmo sem nunca ter me colocado como pré-candidato ao governo, chegamos a pontuar 8%. Isso poderia incentivar um projeto pessoal, mas entendo que o importante é o que é melhor para o povo pernambucano. Foi para isso que entrei na política.”, afirmou.

Eduardo justificou a decisão com base no cenário político estadual. “É fundamental direcionar forças para impedir a continuidade de um grupo político que, na nossa avaliação, contribuiu para o atraso do estado em áreas essenciais”, disse.

Durante o anúncio, Moura citou problemas estruturais enfrentados por Pernambuco, como índices de violência, déficit de saneamento e desigualdade social, ressaltando a . Em sua avaliação, esses fatores reforçam a necessidade de ampliar a fiscalização e o controle sobre a aplicação de recursos públicos.

Ao projetar sua atuação como deputado federal, o vereador destacou o papel de fiscalização das emendas parlamentares e a destinação de recursos para áreas como saúde, segurança pública e infraestrutura. 

“Como deputado federal poderei destinar milhões para construção direta de postos de saúde, escolas e estrutura de segurança; mas com uma vantagem: poderei fiscalizar com o mesmo rigor que venho fiscalizando o Recife a aplicação de cada centavo desta verba e garantir a real construção dessas estruturas”, afirmou

E vocês? O que acharam dessa pré-candidatura? E da atuação do Vereador, agora pré candidato a Deputado Federal, o que vocês acham?

Deixem a Opinião de vocês nos comentários.

Nos vemos logo!


Roh França 


sábado, 11 de abril de 2026

CRIANÇA MORRE DE MENINGITE APÓS TER ATENDIMENTO NEGADO NO HOSPITAL DA CRIANÇA DE RECIFE

  Hoje eu quero falar sobre um caso que me deixou extremamente abalada, como mãe, e muito indignada como cidadã que paga seus impostos, que precisa usar os hospitais de Recife e que está cansada das mentiras pregadas pela Prefeitura da Cidade. É um sentimento difícil de engolir: indignação. Indignação por saber que, mesmo com toda a estrutura que vemos sendo anunciada, ainda existem falhas graves que podem custar vidas, e, dessa vez, foi a de uma criança de apenas 8 anos. 

No dia 7 de abril de 2026, Benjamin Leite Costa, de 8 anos, morreu após complicações de meningite, depois de ter o atendimento negado no Hospital da Criança do Recife.

Segundo o relato do pai, Adjair Pereira da Costa, que conversou com exclusividade com o Vereador de Recife Eduardo Moura, O quadro de Benjamin começou ainda na sexta-feira, dia 3 de abril, quando a criança passou a sentir dores de cabeça, febre e ânsia de vômito. Diante da situação, ele teria sido levado à UPA de Gravatá, onde recebeu medicação e foi liberado pelos médicos.

Mesmo após o atendimento, o estado de saúde não melhorou. Já na segunda-feira, dia 6 de abril, a família buscou novamente ajuda, dessa vez na UPA de Jardim Paulista Baixo. No local, segundo o pai, não foram realizados exames. Benjamin teria recebido apenas duas medicações injetáveis, uma para febre e outra para o vômito, sendo diagnosticado com um suposto quadro viral e liberado mais uma vez.

Horas depois, já por volta das 18h30, a mãe Vanessa Leite Ferreira da Silva Costa,  percebeu que o quadro havia se agravado: o corpo da criança começou a apresentar manchas vermelhas. Desesperado, o pai decidiu levá-lo ao Hospital da Criança do Recife, unidade recém-inaugurada e amplamente divulgada como referência no atendimento pediátrico.

No entanto, ao chegar ao local, ainda na entrada, o pai relata que foi abordado por um vigilante, que questionou se havia encaminhamento médico. Diante da resposta negativa, mesmo sendo informado de que se tratava de uma emergência, a entrada não teria sido autorizada, sob a justificativa de que o hospital não realiza atendimentos de urgência sem regulação.

Sem conseguir atendimento, a família seguiu para o PAN de Areias. Na unidade, foi realizado inicialmente um exame de sangue, que apontou suspeita de dengue. No entanto, após a realização de novos exames, já na manhã da terça-feira, dia 7, surgiu a suspeita de meningite.

Segundo o pai, naquele momento, Benjamin já apresentava estado grave, com pouca ou nenhuma reação. A criança, que estava em um leito improvisado, recebeu medicação e, logo após, apresentou uma piora, ficando com o corpo avermelhado, em uma possível reação adversa.

Por volta das 17h, o menino já estava entubado. Ainda assim, o socorro demorou. Apenas às 21h30 foi disponibilizada uma ambulância para transferência. Benjamin não chegou a usar a ambulância porque já não apresentava sinais de vida.

De acordo com a certidão de óbito, Benjamin faleceu às 21h45, no Hospital Geral de Areias, no Recife. A causa da morte foi registrada como sepse associada à meningite purulenta, conforme atestado pela médica responsável, Adela Magalhães Menezes Dias Carneiro, e o sepultamento foi realizado no Cemitério Parque das Flores, no Recife.


Deixo aqui o meu questionamento inevitável: como um hospital apresentado como referência em atendimento infantil, com estrutura moderna, leitos e centro cirúrgico, não pôde acolher uma criança em estado de urgência?

Durante a inauguração da unidade, a gestão municipal, liderada pelo então prefeito João Campos, destacou o Hospital da Criança do Recife como um avanço na saúde pública, com capacidade de ampliar e qualificar o atendimento pediátrico na cidade.

Segundo informações da própria Prefeitura do Recife, o Hospital da Criança possui uma área construída de cerca de 12 mil metros², com 60 leitos no total, sendo 50 de enfermaria e 10 de UTI pediátrica, com atendimento 100% gratuito pelo SUS. A estrutura inclui 15 subespecialidades pediátricas, como neuropediatria, psiquiatria infantil, gastroenterologia e fisiatria. Além disso, o hospital conta com bloco cirúrgico, centro de diagnóstico, ambulatórios especializados, odontologia pediátrica e espaços humanizados, como brinquedoteca e escola hospitalar, realizando mais de 8.600 atendimentos mensais e cerca de 35 mil exames.

Diante disso, fica a dúvida: se há estrutura, por que não há acesso em situações emergenciais?

A negativa de atendimento, ainda na porta da unidade, levanta um debate sério sobre a forma como o sistema de saúde está organizado, e principalmente, sobre o impacto disso na vida de quem mais precisa, Alem disso a ausência de exames básicos e de profissionais qualificados nas UPAs pode ter atrasado um diagnóstico que, se feito a tempo, poderia ter mudado o desfecho dessa história — levantando questionamentos sobre os critérios de contratação e a estrutura oferecida pela gestão municipal.

Um outro questionamento, Como é possível que um hospital que já está em funcionamento, recebendo crianças, tenha partes ainda em construção? Elevadores sem montar? Salas ainda em reforma? Durante uma fiscalização do vereador Eduardo Moura, ele mesmo passou a mão no chão e constatou o piso cheio de poeira de cimento, restos de argamassa e sujeira, com algumas portas sem ferrolhos, sem trancar, sem uma faxina hospitalar!? Como confiar em um serviço que ainda não está concluído, mas que segundo a prefeitura já está preparado para salvar vidas?

Porque, no fim, não se trata apenas de protocolos.

Se trata de uma criança que precisava de socorro.

Não é só sobre números, promessas ou inaugurações bonitas. É sobre uma família que buscou ajuda, percorreu unidades de saúde e, no momento mais crítico, não conseguiu o atendimento que precisava, É sobre BENJAMIN, que tinha uma história inteira pela frente e nos deixou de forma precoce por falta de atendimento diante de uma sequência de falhas que não podem ser ignoradas.

Que essa história não seja apenas mais um caso esquecido. Que ela sirva como alerta, como cobrança e, principalmente, como ponto de mudança. Porque quando o sistema falha, não são estatísticas que se perdem — são vidas.

A família de Benjamin meus sinceros sentimentos, aos demais cobrem por justiça!

(Créditos: As imagens usadas foram retiradas do perfil do Vereador de Recife Eduardo Moura e do Google)

Roh França